Textículoos

"Na frente de formiga, lagartixa faz pose de jacaré"




09 dezembro 2005

Exercite sua insanidade

(Recebido por e-mail)

I - NO ELEVADOR

1) Quando houver só uma pessoa no elevador, dê um tapinha no ombro dela e finja que não foi você.

2) Aperte os botões do elevador e finja que eles dão choque. Sorria e faça de novo.

3) Se ofereça para apertar os botões para os outros, mas aperte os botões errados.

4) Deixe cair sua caneta e espere até alguém se oferecer para pegá-la, então grite: "Ei, é minha!"

5) Leve um Banco Imobiliário e pergunte para as pessoas se elas querem jogar.

6) Quando a porta se fechar, fale: "Tudo bem. Não entrem em pânico. Ela abrirá novamente".

7) Mate moscas que não existem.

8) Grite: "Abraço grupal", então as force.

9) Faça caretas dolorosamente enquanto bate na sua testa e murmure: "Calem a boca, todos vocês, calem a boca!".

10) Abra sua pasta ou bolsa, e enquanto olha dentro, pergunte: "Tem ar suficiente aí dentro?"

11) Fique quieto e parado no canto do elevador, encarando a parede.

12) Encare outro passageiro por um tempo, e grite com horror: "Você é um deles!", e recue devagar.

13) Ausculte as paredes do elevador com seu estetoscópio.

14) Faça barulhos de explosão quando alguém apertar um botão.

15) Encare outro passageiro por um tempo, e fale: "Estou usando meias novas".

II - NO TRABALHO

1) No seu horário de almoço, sente-se no seu carro estacionado, coloque seus óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. Veja se eles diminuem a velocidade.

2) Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte se quer que fritas acompanhem.

3) Encoraje seus colegas de sala para fazer uma dança de cadeiras sincronizada com você.

4) Coloque a sua lata de lixo sobre a mesa e escreva "Entra" nela.

5) Sempre que alguém lhe falar alguma coisa, responda com "isso é o que você pensa".

6) Termine todas as suas frases com "de acordo com a profecia".

7) Ajuste o brilho do seu monitor para o que o nível dele ilumine toda a área de trabalho. Insista com os outros que você gosta desse jeito.

8) Sempre que possível, pule em vez de andar.

9) Mande e-mails para o resto da empresa para dizer o que você está fazendo. Por exemplo: "Se alguém precisar de mim, estarei no banheiro, na cabine 3".

10) Coloque uma tela de mosquitos ao redor do seu cubículo. Toque um CD com sons da floresta durante o dia inteiro.

11) Faça seus colegas de trabalho lhe chamarem pelo seu apelido, "Duro na Queda".

12) Fale para o seu chefe "não, são as vozes na minha cabeça".

III- NO DIA-A-DIA

1) No canhoto de todos os seus cheques escreva "Ref. favores sexuais".

2) Pergunte às pessoas de que sexo elas são. Ria histericamente depois que elas responderem.

3) Com cinco dias de antecedência, avise seus amigos que você não pode ir à festa deles porque não está no clima.

4) Ligue para o CVV e não fale nada.

5) Quando sair dinheiro do caixa eletrônico, grite.

6) Ao sair do zoológico, corra na direção do estacionamento gritando "Salve-se quem puder, eles estão soltos!".

7) Na hora do jantar, anuncie para os seus filhos: "Devido à nossa situação econômica, teremos de mandar um de vocês embora".

8) Todas as vezes que você vir uma vassoura, grite "Amor, sua mãe chegou!".


postado às 18:43    2 comentários


2 Comentários:

  Anonymous Anônimo em 9/12/05 18:51 disse:

Como a inspiração tá fraca pra todo mundo, resolvi apelar pro bom (?) e velho humor de e-mail... Pelo menos eu tentei...


  Blogger Lederon em 14/12/05 15:18 disse:

Cara...eu chorei de rir lendo isso!

Vou ver se consigo imprimir isso e distribuir pros meus amigos...demais!


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02 novembro 2005

Momento - breve - de reflexão...

(Pereira)

Depois de ler esse texto supimpa do Vivi, parei pra pensar... acreditem...!

Convido, pois, o leitor a refletir comigo, pescando uma palavra-chave... estou falando do "Piauí". Sim, aquele arrombado comentou sobre uma criança morrendo de fome no Piauí... mas peraí, caralho! o Piauí existe? Quantas pessoas você conhece do Piauí? Quem já foi ao Piauí? O que diabos é essa palavra esdrúxula?

Pois é, essa porra não existe de verdade, deve ser um conceito virtual, ou algo assim... e o que isso importa? Que nós usamos muitos conceitos abstratos pra ilustrar uma realidade fantasiosa... em outras palavras, a gente inventa um monte de merdas pra falar outro monte de merdas. O interessante, é que não há pretensão de ser algo sério, o que torna isso até uma tarefa aceitável... é, e daí?

...
...
...

É, pra isso que serve uma reflexão!


postado às 19:32    6 comentários


6 Comentários:

  Anonymous Anônimo em 2/11/05 23:16 disse:

Porra! Finalmente algum filho da puta resolveu postar aqui sem eu ter que implorar pra isso.

Pereira, pára de fumar maconha e sai dessa onda de Psicologia que não tá te fazendo bem...

p.s.: Gostei de ver hein? Até botou o nome em itálico e com fonte menor... ah, muleke!


  Anonymous Anônimo em 3/11/05 22:09 disse:

Porra, você parar pra pensar dá nesse tipo de merda!

Continua achando que ser psicólogo é tratar das doenças dos outros pereira, e esquece as suas mesmo

vai atirar de arco e flecha na bananeira!


  Anonymous Anônimo em 5/11/05 00:55 disse:

hahahah, po, até parece q eu preciso de maconha pra essas paradas... e Vivi, só tenho a dizer q vc é um mal-amado, nunca amou na vida, não sabe o q é o amor... e vá pra puta q pariu!


  Anonymous Anônimo em 9/11/05 13:37 disse:

É Pereira, o amor não existe, eu não existo, você não existe, e o cataclisma final vai ser um spyware que fará todos os computadores do mundo terem o Bozo falando "Olá amiguinhos" como descanso de tela permanente.

Vai tomar no cu rapá!


  Anonymous Anônimo em 19/11/05 09:05 disse:

Sabia q essa merda nao ia durar mto tempo... vamos lá, filhos das puta, escrevam!


  Anonymous Anônimo em 7/12/05 16:09 disse:

é, meu amigo Marllon... parece que esses filhos das putas entraram em greve de textos... se der, vo produzir algo só pra isso daqui não afundar de vez...


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31 outubro 2005

Operadores de Telemarketing



(Marcus Peres "Vivi")

Agora eu tenho um argumento definitivo contra o comunismo! As idéias de igualdade comunistas são muito bonitinhas, os argumentos contra a sociedade capitalista são muito válidos. Todos convivendo em uma sociedade de mútua cooperação, solidariedade e com iguais direitos e deveres realmente é algo que todos nós gostaríamos: deixar este consumismo, esta desigualdade, esta discrepância sem limites do capitalismo de lado, onde muitos não têm mais aonde enfiar dinheiro e muitos morrem de fome.

Seria legal se pudéssemos cada um dar um pouquinho de nossos privilégios e condições para que um menino pobre do Piauí pudesse comer quatro refeições por dia, ter um casa com tv, um tênis pra calçar e uma bola pra brincar. É até aceitável o fato de sermos todos, professores, jornalistas, médicos, advogados, taxistas - até os taxistas -, todos iguais. Seria uma discussão eterna entre comunistas-marxistas e capitalistas se não fosse esta idéia que eu apresentarei a vocês agora. Existe uma classe à qual eu não aceito ser comparado, não aceitaria ver ganhando o mesmo que eu, não aceitaria vê-los deixar o limbo das profissões; esta que, para mim, e para grande maioria das pessoas com bom senso, é a profissão mais deprimente da terra. Os operadores de telemarketing.

Quem liga pra sua casa pra oferecer um revolucionário "Tapete Massageador 2000", que através de ondas de energia massageiam seus pés e relaxam todo o seu corpo, aliviando você das tensões do dia a dia, apenas naquele tempo de 5 segundos que você perde limpando os pés antes de entrar em casa, merece morrer. Operadores de telemarketing agregam todos os piores defeitos do ser humano:

São abusados: não se incomodam se estão interrompendo seu programa favorito de tv ou seu almoço.

São insistentes:
- Não quero esta merda de Multi-ralador.
- Mas comprando agora o senhor vai concorrer a sorteios semanais de 5 bilhões de reais!
- Não quero esta merda, caralho! Deixa eu assistir meu futebol em paz!
- Me diga, senhor, o que o impede de comprar o multi-ralador do milênio neste momento?
- Ah, quer saber, vai tomar no cu! Tu tu tu...

São falsos:
- Vai se fuder! Enfia este seguro de casa na tua bunda!
- O que é isso, o senhor está sendo mal educado! Eu só estou pensando no seu bem...

São hipócritas:
- Me diz uma coisa meu filho, você realmente compraria um limpador de ouvido automático?
- Sim senhor, eu compraria, é muito útil.

Na minha concepção, todos os ideais comunistas esbarram no fato de operadores de telemarketing não serem gente. Tentar dizer que eu, você, qualquer um que tenha um pouco de dignidade somos iguais a um operador de telemarketing é um insulto sem tamanho. Prefiro ver a criancinha morrer de fome ali na esquina; ver a favelização crescer e dar margem ao crime organizado; acompanhar o crescimento da inflação e a diminuição do salário do trabalhador; aumentar a concentração de renda e a ampliação desta sociedade nojenta de consumismo - com playboys, patys e afins -, do que ter que conviver com o fato de que um operador de telemarketing ganha o mesmo que eu. Prefiro vê-los se fuder gastando saliva com quem nunca compra nada do que eles oferecem (e quero que quem compra vá junto com eles pra puta que pariu). Tenho meu orgulho que fala mais alto do que qualquer ideal bonitinho.


postado às 20:23    4 comentários


4 Comentários:

  Anonymous Anônimo em 31/10/05 23:58 disse:

Olha, acho que você esqueceu de comentar sobre a grave e transmimissível auditivamente doença desses seres malditos: gerundismo agudo. Cara, além deles serem tudo isso citado, eles o são dessa forma: "O senhor estará querendo o produto que estará massagenado o seu pé? Esteja admitindo que quer, estaremos fazendo por um preço imperdível!!"

enfim...


  Anonymous Anônimo em 1/11/05 00:42 disse:

coitada... a naiara é a única q tenta ser nossa amiga e postar aqui... obrigado...

e bem observado... faltou o lance do gerúndio mesmo...


  Anonymous Anônimo em 2/11/05 19:29 disse:

Po, tb tenho um comentário... ou não...
Po, não deixou de ser...!
Ah, vá tomar no cu, Vivi!


  Anonymous Anônimo em 2/11/05 19:37 disse:

Hum... Concordo...
É isso aí.


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27 outubro 2005

Aniversário do Ygor

É, minha gente! Hoje um dos nossos fica mais velho. Desejo tudo do melhor e todas aquelas coisas que só se deseja no dia do aniversário de alguém. Preparei uma singela homenagem pra esse que já é meu companheiro de babaquices há anos.

Aí, campeão! Essa é pra você!



Ass: Alex T. Matos


postado às 12:59    2 comentários


2 Comentários:

  Anonymous Anônimo em 27/10/05 18:39 disse:

Opaaa!! resolvi visitar aqui! parabéns ygor!! \o/ \o/ \o/... tudo de bom pra ti, rapaz!! só com esse bolinho já valeu o aniversário, hein!! hauuhauahuha...
abração a todos!


  Anonymous Anônimo em 27/10/05 19:02 disse:

Parabéns Ygoooorr!!
EEEEE...nao vo dize nada daquelas coisas,...mas espero mesmo que vc seja feliz...vc eh foda e eu te adoro...eh, acabei falando....ah, aproveite o bolo, afinal nao eh sempre que vc come isso...huahauhau
Beijããããoooo


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26 outubro 2005

Nada

(Rodrigo Pereira)

O nada é muito empregado de diálogos descompromissados, às mais complexas situações, enfim, é de ampla significância, a sua existência. Ora, trata-se de algo, ou de nada? Vejamos a seguir.

É comum ouvir expressões como "não fiz nada", “você não faz nada", ou "isso não é nada". Pois bem, parece que ele realmente existe. Logo, nada é algo, e a recíproca é verdadeira.

Então, pode-se dizer "fiz algo", sendo secundado por "o que?" e terminando em "nada!".

No momento, minha pessoa está pensando em algo para escrever. Por que não escrever nada? Presumo que o leitor pensou, com certa lógica, que simplesmente terminaria o texto. Enganou-se, pois trata-se de mais que um artifício burlatório, como pode parecer o que estou fazendo.

Isto é, tudo está relacionado a algo. E logo, se nada é algo, tudo está relacionado a nada.

Como se vê, o nada está presente em tudo que fazemos em nossas vidas, inclusive o propósito de todo esse raciocínio. Entenda-se: não foi feito nada, a fim de se chegar a, simplesmente, nada.


postado às 20:09    1 comentários


1 Comentários:

  Blogger Marcus Vinicius em 26/10/05 20:44 disse:

Por alguns motivos, fomos obrigados a adotar o sistema de verificação de palavras no envio de comentários. Isso significa que você vai ter que copiar as letrinhas e números coloridos e distorcidos - sabe-se lá por que - para que seu comentário seja aceito. "Ai! Que saco!". Não gostou, não comenta, manja-rola


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24 outubro 2005

Aviso Importante

Se alguém conhecer os viadinhos que estão ocupando o Textículos com um Ó só, manda eles fecharem aquela porra e vagarem a conta. Tem gente querendo fazer alguma coisa semi-útil com o endereço.

Ass: Ygor Speranza


postado às 21:50    1 comentários


1 Comentários:

  Anonymous Anônimo em 24/10/05 23:55 disse:

É isso aí!!! Tirem a mão do que é nosso! (com trocadilho)


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“De cú é rola” de cú, é rola!

(Alex T. Matos)

A convivência em sociedade, e a necessidade de nos comunicarmos com os indivíduos que dela fazem parte faz com que muitas vezes utilizemos palavras, ou até mesmo expressões, sem ter consciência de seu verdadeiro significado. Isso pode ser verificado ao longo de toda a história do nosso planeta.

Um exemplo disso seriam os famosos ditos populares, que ninguém sabe por que existem e de onde vieram, embora sempre tenha um filho da puta pra falar um “o apressado come cru” na hora mais inoportuna possível.

Além desse tipo de expressões, consideradas mais tradicionais, há aquelas que usamos em nosso dia-a-dia, normalmente pelo fato de todo mundo falar e a gente querer se inserir na nova modinha.

Nunca fui muito chegado nessas porras, não. A maioria dessas expressões são cópias de programas de televisão (telenovelas, na maioria das vezes), e tem uma capacidade de contágio tão grande, que outro dia vi o papagaio da minha vizinha dizendo “pedala, Robinho!”.

Apesar de tudo, existem algumas expressões que resistem ao tempo e ao uso exacerbado, e ainda conseguem me agradar. “De cú é rola” é uma delas. O grande problema é que hoje ela tem sido usada em momentos totalmente inadequados, o que fê-la perder toda sua semântica inicial.

Na verdade, o “de cú é rola” é uma arte. São poucas as palavras que conseguem ser encaixadas na frase e manter um sentido plausível. E é por isso que a expressão deve ser usada com cada vez mais cautela e responsabilidade. Não basta escolher uma palavra aleatoriamente. Assim seria mole. Era só eu falar “Conclusão de cú é rola” e terminar o texto por aqui.

Antes disso, preciso provar meu argumento, e irei fazê-lo dando um exemplo do bom emprego do “de cú é rola”:

Um amigo chega pro outro e diz:
– Cara, to com um problemão!
– O que foi?
– Porra, to com hemorróidas e o médico mandou comprar um remédio que custa cinqüenta reais!
– Caralho! Cinqüenta reais num remédio pra passar no cú? Meu amigo, remédio de cú é rola!

Sem questionar a sexualidade dos rapazes, esta seria uma hora adequada para o emprego da situação. Existem varias outras tão boas quanto, mas eu já provei meu ponto, então, foda-se. O texto acabou.


postado às 14:20    3 comentários


3 Comentários:

  Anonymous Anônimo em 24/10/05 18:32 disse:

Preocupação de cu é rola

Consolo de cu é rola

Alegria de cu é rola

E por ai vai


  Anonymous Anônimo em 24/10/05 18:55 disse:

Até que tu não é bobo não, hein? Viado, mas bobo, não...


  Anonymous Anônimo em 24/10/05 21:51 disse:

discordo.


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23 outubro 2005

Deleite a sua bunda

(Ygor Speranza)

O título deste texto pode ser um pouco enganador. Se você clicou aqui por que leu “Dê leite à sua bunda”, na intenção de ler um tratado sobre o homossexualismo ou uma discussão científica sobre cálcio e flacidez das nádegas, não não. Procure saciar sua sede pervertida em outro lugar, bunda-mole.

Esse texto na verdade vem tratar sobre causas maiores. Discorre sobre o egoísmo da sociedade contemporânea e sobre o frágil contrato social do cotidiano que tacitamente assinamos ao embarcar nos meios de transportes públicos de massa (ônibus e metrô). Esse texto tenta reafirmar todo ser humano como arauto da hipocrisia, inepto a enxergar além do véu de mentiras e da fachada de boas maneiras que erguemos ao nosso redor.

Desde que somos crianças, somos ensinadas boas maneiras. Regras de conduta na sociedade. É-nos dito que é assim que a sociedade funciona, e que sem elas, seríamos bárbaros pelados tendo relações incestuosas. Sem querer analisar se isso seria bom ou não, eu tento dizer que se você está sendo gentil, ou bem educado, não o faz pois foi educado assim e quer o bem estar da sociedade. Muito menos por que se preocupa com o conforto do alvo de sua caridade. Você se faz de bonzinho para você mesmo.

O único motivo pelo qual você faz algo de bom é por que você vai se sentir bem. Lá dentro, seu boiola, você está pensando: “Putaquepariu, como eu sou educado!”, enquanto olha para as pessoas a sua volta com cara de eu-sou-foda-pra-caralho. Fica com aquela cara babaca de missão cumprida, como se não fosse na verdade um grande otário por trás da máscara de etiqueta.

Um belo exemplo disso é quando, por exemplo, em um ônibus ou metrô, você se oferece para segurar a bolsa, ou pasta ou mochila da pessoa mais próxima. É claro que você só faz isso se a pessoa for do sexo oposto. E acima dos seus pré-requisitos. O maluco pode estar com uma mochila de alpinismo do seu lado, mas você grita meio ônibus abaixo para a gostosa lá, oferecendo-se para segurar sua caneta. Na verdade, você queria perguntar se ela quer sentar no seu colo, mas as estúpidas regras da sociedade dizem que isso é feio e bobo. Se um cara se oferece para pegar a minha mochila ou o que for, eu já penso “ih, qué me dá”, no mais cristalino português coloquial, e recuso a gentileza.

O ser humano é egoísta e escroto por natureza. Por isso nós somos a espécie dominante desse planetinha vagabundo. Se você se acha educado, esqueça: você é um qualquer, só que um daqueles que acredita que consegue se fazer menos infeliz por seguir certas regras.

Por exemplo, muitos resolvem respeitar os mais velhos. Posso mostrar dois argumentos que podem fazer você mudar de idéia. Primeiro: esse investimento da sua “bondade” nunca vai dar retorno. Esses cidadãos seniores estão praticamente com seus andadores e suas fraldas geriátricas enterradas a sete palmos. É apostar no azarão. Já muitas pessoas o fazem na vã esperança de quê vão passar pela mesma situação quando eles estiverem por sua vez caquéticos. Ledo engano. Sem considerar que a chance de se ultrapassar os quarenta cada ano estreita mais, semelhante ao respeito dos mais jovens com os mais enrugadinhos. No futuro, você provavelmente vai ficar em pé no ônibus voador, o que provavelmente lhe fará bem, já que provavelmente você terá hemorróidas.

Se você chegou até aqui e pretende ser um ignorante sem educação a partir de agora, muito bem. Porém, muitos encontram problemas nessa transição de pessoa normal para escroto grosseiro inescrupuloso. Aqui vão algumas dicas para evitar represálias de estranhos ao não ceder seu lugar para idosos ou grávidas.

O Sonolento: quando você perceber que tem velhinhos a caminho, feche os olhos e finja que está dormindo. Se quiser adicionar veracidade a sua atuação, faça corpo mole e se jogue em cima do passageiro sentado ao seu lado. Tente dar uma babada, não faz mal. Essa é uma boa tática por que, de olhos fechados, você evita contato visual com os idosos com cara de bunda e com os olhares de reprovação dos outros hipócritas sem assento.

O Livro: Fingir que está lendo (e é claro que você não precisa adquirir conhecimento de verdade, só mexa os olhos e vire a página ocasionalmente) funciona muito bem. Faça cara de quem está com problemas para entender o que está escrito, como se aquilo fosse de alguma forma importante.

O Disc-man: Fingir que está escutando música também é uma boa tática. Coloque fones de ouvido e fique balançando a cabeça para cima e para baixo, nunca olhando para o elenco de Cocoon que entrou no metrô. Um toque especial para os mais miseráveis: o fone nem precisa estar ligado a um disc-man/walk-man/mp3-player. Coloque apenas a ponta do fio que não vai até a sua cabeça dentro do bolso, ou dentro da sua mochila/pasta/cú. A tática do fone de ouvido ainda impede que você ouça as reclamações das pessoas indignadas, se é que você liga pra isso.

O Mongolóide: para muitos essa é a mais fácil, e fazem até sem querer. Faça cara de retardado. Simples. Dependendo da sua habilidade (inata ou não), até te cederão um lugar.

O Doente: Se você parece doente, não vão querer te incomodar no teu sofrimento. Espirre, catarre, tussa, fungue, salive; sinta-se em casa. Existe uma variante dessa, o Porcão. Tire meleca, coce o saco, libere uns peidinhos. Provavelmente vão reclamar de outros problemas, e esquecerão do seu lugar.

Boa sorte!


postado às 16:46    7 comentários


7 Comentários:

  Anonymous Anônimo em 24/10/05 21:36 disse:

cara muito foda!!!
ae eu sempre faço a do sonolento...muito foda...
vlw


  Anonymous Anônimo em 25/10/05 01:18 disse:

Libertador. Acho que depois de ter lido esse texto serei muito mais feliz.
(E quem pediu meu comentário?)


  Anonymous Anônimo em 5/11/05 01:38 disse:

É, pode-se dizer que, assim como outros comentários dissertados, o conjunto de táticas é "foda" ou, simplesmente, "libertador" - passível até de mudar (ou não) o significado da vida de um pueril mortal -, fantástico, não?

Realmente me vejo, "numa moldura clara e simples", na primeira e na terceira tática:

* Sonolento: Sem o menor esforço, consigo, facilmente interpretar - se não encarnar o personagem - uma vez que o "sono" é um companheiro presente, fiel escudeiro... Sagaz!

* DiscMan: Dificilmente possuo fundos que possibilitar-me-iam obter bateria para meu aparelho, contudo, como o cansaço urge, sinto necessidade de apenas um singelo fone de ouvidos em minha mochila para situações adversas como tais declaradas no principio de vosso texticulo, mas que fique bem claro que não utilizo o fone em locais esdrúxulos. Alias, no trecho Coloque apenas a ponta do fio que não vai até a sua cabeça dentro do bolso, ou dentro da sua mochila/pasta/." possui um deslize: Lembra-se da Tia Mariazinha, no auge da 2ª series primaria? Dizia ela: "- Toda oxítona terminada em 'u' não leva acentuação!". Pois é...

Ps: Muito bons, os textos, seus arrombados!

Ps²: Totalmente dispensável, meu comentário, mas foda-se! Minhas idéias são muito efêmeras, com certeza ficou algo desconexo nesse comentário acima exposto pela minha pessoa!


  Anonymous Anônimo em 5/11/05 10:30 disse:

Quem diabos é Marllon?


  Anonymous Anônimo em 5/11/05 18:05 disse:

Who is me?

Ahh, sou um amigo do Pereira... Aquele puto havia me dito, tempos atras, que estava afim de fazer um "sitezinho"... Ontem ele me veio e apresentou este blog (já que nao conseguiram/quiseram/sei lá o que) e pediu pra eu comentar.. Escrever alguma coisa aqui (mesmo que fosse uma fanfarronice), eis que vim aqui...!

Compreendido?

(foi mal qualquer coisa que escrevi.. to passando por um momento de "espectativas frustadas"... mas foda-se!)

Até mais!


  Anonymous Anônimo em 6/11/05 19:32 disse:

Sem problemas... A liberdade de expressão é bem-vinda aqui nos Textículoos... Só queria saber de que buraco (sem trocadilho) tu tinha saído, mesmo...


  Anonymous Anônimo em 8/11/05 16:11 disse:

Só uma parada: esse negócio de "... bem-vinda nos texticuloos" ficou meio dúbio, não? Se minha mãe ler isso, o que ela poderia pensar? "- O que? Esse arrombado tá virando viado?!". Não, acho que ela não seria tão fanfarrona assim!

Ahahaha... Não sei, digamos que isso seja o "ócio produtivo" - apesar de haver nada de produtivo nesse comentario... ou não!


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O Textículoos:

Tudo começou em 2003 quando a edição do jornal do Colégio Pedro II da Tijuca caiu em mãos erradas. O Textículoos foi lançado em edição única e nem chegou a circular por motivos financeiros - os outros filhos da puta do grêmio roubaram o dinheiro -, mas ainda assim foi exposto nas paredes do colégio e teve a atenção merecida.


Nele continham textos dos mesmos quatro indivíduos, que hoje aqui se apresentam em versão virtual com o mesmo propósito - nenhum.


A diversão nem sempre é garantida, mas na falta do que fazer, né?


Os escritores:

Nome: Alex T. Matos

Idade: 19

Ocupação: Engenharia de Controle e Automação

Instituição: CEFET/RJ

 

Nome: Ygor Speranza

Idade: 19

Ocupação: Matemática Aplicada

Instituição: UFRJ

 

Nome: Marcus Peres "Vivi"

Idade: 20

Ocupação: História

Instituição: UFRJ

 

Nome: Rodrigo Pereira

Idade: 20

Ocupação: Psicologia

Instituição: UFRJ


Arquivo:

outubro 2005

novembro 2005

dezembro 2005