24 outubro 2005
“De cú é rola” de cú, é rola!
(Alex T. Matos)
A convivência em sociedade, e a necessidade de nos comunicarmos com os indivíduos que dela fazem parte faz com que muitas vezes utilizemos palavras, ou até mesmo expressões, sem ter consciência de seu verdadeiro significado. Isso pode ser verificado ao longo de toda a história do nosso planeta.
Um exemplo disso seriam os famosos ditos populares, que ninguém sabe por que existem e de onde vieram, embora sempre tenha um filho da puta pra falar um “o apressado come cru” na hora mais inoportuna possível.
Além desse tipo de expressões, consideradas mais tradicionais, há aquelas que usamos em nosso dia-a-dia, normalmente pelo fato de todo mundo falar e a gente querer se inserir na nova modinha.
Nunca fui muito chegado nessas porras, não. A maioria dessas expressões são cópias de programas de televisão (telenovelas, na maioria das vezes), e tem uma capacidade de contágio tão grande, que outro dia vi o papagaio da minha vizinha dizendo “pedala, Robinho!”.
Apesar de tudo, existem algumas expressões que resistem ao tempo e ao uso exacerbado, e ainda conseguem me agradar. “De cú é rola” é uma delas. O grande problema é que hoje ela tem sido usada em momentos totalmente inadequados, o que fê-la perder toda sua semântica inicial.
Na verdade, o “de cú é rola” é uma arte. São poucas as palavras que conseguem ser encaixadas na frase e manter um sentido plausível. E é por isso que a expressão deve ser usada com cada vez mais cautela e responsabilidade. Não basta escolher uma palavra aleatoriamente. Assim seria mole. Era só eu falar “Conclusão de cú é rola” e terminar o texto por aqui.
Antes disso, preciso provar meu argumento, e irei fazê-lo dando um exemplo do bom emprego do “de cú é rola”:
Um amigo chega pro outro e diz: – Cara, to com um problemão! – O que foi? – Porra, to com hemorróidas e o médico mandou comprar um remédio que custa cinqüenta reais! – Caralho! Cinqüenta reais num remédio pra passar no cú? Meu amigo, remédio de cú é rola!
Sem questionar a sexualidade dos rapazes, esta seria uma hora adequada para o emprego da situação. Existem varias outras tão boas quanto, mas eu já provei meu ponto, então, foda-se. O texto acabou.
postado às 14:20
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O Textículoos:
Tudo começou em 2003 quando a edição do jornal do Colégio Pedro II da Tijuca caiu em
mãos erradas. O Textículoos foi lançado em edição única e nem chegou a circular por
motivos financeiros - os outros filhos da puta do grêmio roubaram o dinheiro -, mas
ainda assim foi exposto nas paredes do colégio e teve a atenção merecida.
Nele continham textos dos mesmos quatro indivíduos, que hoje aqui se
apresentam em versão virtual com o mesmo propósito - nenhum.
A diversão nem sempre é garantida, mas na falta do que fazer, né?
Os escritores:
Nome:
Alex T. Matos
Idade:
19
Ocupação:
Engenharia de Controle e Automação
Instituição:
CEFET/RJ
Nome:
Ygor Speranza
Idade:
19
Ocupação:
Matemática Aplicada
Instituição:
UFRJ
Nome:
Marcus Peres "Vivi"
Idade:
20
Ocupação:
História
Instituição:
UFRJ
Nome:
Rodrigo Pereira
Idade:
20
Ocupação:
Psicologia
Instituição:
UFRJ
Arquivo:
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