26 outubro 2005
Nada
(Rodrigo Pereira)
O nada é muito empregado de diálogos descompromissados, às mais complexas situações, enfim, é de ampla significância, a sua existência. Ora, trata-se de algo, ou de nada? Vejamos a seguir.
É comum ouvir expressões como "não fiz nada", “você não faz nada", ou "isso não é nada". Pois bem, parece que ele realmente existe. Logo, nada é algo, e a recíproca é verdadeira.
Então, pode-se dizer "fiz algo", sendo secundado por "o que?" e terminando em "nada!".
No momento, minha pessoa está pensando em algo para escrever. Por que não escrever nada? Presumo que o leitor pensou, com certa lógica, que simplesmente terminaria o texto. Enganou-se, pois trata-se de mais que um artifício burlatório, como pode parecer o que estou fazendo.
Isto é, tudo está relacionado a algo. E logo, se nada é algo, tudo está relacionado a nada.
Como se vê, o nada está presente em tudo que fazemos em nossas vidas, inclusive o propósito de todo esse raciocínio. Entenda-se: não foi feito nada, a fim de se chegar a, simplesmente, nada.
postado às 20:09
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O Textículoos:
Tudo começou em 2003 quando a edição do jornal do Colégio Pedro II da Tijuca caiu em
mãos erradas. O Textículoos foi lançado em edição única e nem chegou a circular por
motivos financeiros - os outros filhos da puta do grêmio roubaram o dinheiro -, mas
ainda assim foi exposto nas paredes do colégio e teve a atenção merecida.
Nele continham textos dos mesmos quatro indivíduos, que hoje aqui se
apresentam em versão virtual com o mesmo propósito - nenhum.
A diversão nem sempre é garantida, mas na falta do que fazer, né?
Os escritores:
Nome:
Alex T. Matos
Idade:
19
Ocupação:
Engenharia de Controle e Automação
Instituição:
CEFET/RJ
Nome:
Ygor Speranza
Idade:
19
Ocupação:
Matemática Aplicada
Instituição:
UFRJ
Nome:
Marcus Peres "Vivi"
Idade:
20
Ocupação:
História
Instituição:
UFRJ
Nome:
Rodrigo Pereira
Idade:
20
Ocupação:
Psicologia
Instituição:
UFRJ
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